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domingo, 24 de junho de 2012

Cerâmica Royal Doulton

 A companhia Royal Doulton iniciou as suas atividades em 1815 e era conhecida por sua produção de cerâmica e faianças utilitárias até que em 1860 aproximadamente, Henry Doulton, filho do fundador começou a oferecer trabalho para designer e artistas a  partir de uma escola de artes local, Lambeth, tornando-se consequentemente, um enorme sucesso, sendo aclamada em várias exposições internacionais, culminando em 1901 com o rei Edward VII  por conceder a fábrica o mandado de Royal, quando então a empresa adotou o nome Royal Doulton, que continua sendo uma empresa de cerâmica importante nos dias de hoje, fazendo parte do grupo Waterfort Wedgwood. 

Embora possam achar esta cerâmica muito rebuscada, não há como negar sua beleza e harmonia entre as cores e vou mais além em afirmar que, frequentemente, uso como  inspiração para o desenvolvimento de projetos aqui no ateliê, "simplesmente simplificando". 

 








 

 tenham uma ótima semana!!!!


 


 

 

 

domingo, 3 de junho de 2012

TIFFANY


Charles Lewis fundou a Tiffany, Louis Comfort, seu filho, trouxe fama. Como se fora o próprio Midas, tudo que tocava, virava ouro, explorando a ornamentação com efeitos espetaculares e fazendo sucesso no mundo todo. Louis foi um importante designer de interiores (não qualquer interior, fez intervenções inclusive na Casa Branca), foi  muito bem sucedido na pintura, criou e produziu os famosos vitrais e luminárias, dedicou-se e conseguiu produzir os vasos de vidro iridescentes Favrile, envolveu-se também com a produção de cerâmica e finalmente imortalizou o nome Tiffany com  deslumbrantes jóias, tudo com desenhos super elaborados, inspirados principalmente na flora e fauna americana, refletindo o espírito da Art Noveau em toda sua obra.


O vaso abaixo, é um exemplo de como podemos nos inspirar e fazer uma "leitura" da obra de algum artista. Não por acaso, este vaso seja um dos meus preferidos!










Image
























http://www.treadwaygallery.com/ONLINECATALOGS/MAY2005/images/0464.jpg















UMA EXCELENTE SEMANA!!!

domingo, 18 de março de 2012

Cerâmica Moorcroft




William Moorcroft

Originalmente fundado como um estúdio em 1897
dentro de uma grande companhia cerâmica, James
Macintyre & Co., os designs de William Moorcroft (aos 24 anos), devido ao enorme sucesso, foram produzidos com a sua própria assinatura e não com o nome da fábrica onde trabalhava.


Foi uma questão de tempo(1912), William contratar sua própria mão de obra e adquirindo
parte do maquinário de Macintyre, inaugurar a sua fábrica, que continua operando até os dias de hoje, produzindo incontáveis vasos, potes, pratos, bules, caixas e etc que encantam a todos.





Para quem quiser se aprofundar e usar como inspiração, recomendo o livro
abaixo, entre tantos, facilmente encontrado em sites na internet:

A Guide to Moorcroft Pottery 1897-1993 Price: £45.00
Click Here to ORDER
Author: Paul Atterbury
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In May 1987 Moorcroft Pottery was published, becoming the first Moorcroft book to illustrate in more than 400 colour plates all of the known designs of William and Walter Moorcroft, and Sally Tuffin produced between 1897 and 1992. The success of this book, which is now in its 3rd reprint of the 2nd edition, is a reflection of the increasingly high esteem enjoyed by Moorcroft among collectors, scholars, antique dealers, auctioneers and pottery enthusiasts world-wide.

Published by Hugh Edwards and Richard Dennis.






segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Uma nova e brevíssima história da cerâmica.

A cerâmica é a mais tradicional de todas as formas de arte. Muitos povos deixaram marcas indeléveis da sua cultura e arte através da cerâmica, desenvolvendo estilos próprios que, com o passar do tempo, consolidaram tendências e aprimoramento artístico.
Pedaços suaves e flexíveis de barro umedecidos e endurecidos após a queima, foi o modo encontrado para transformar a imaginação e visões humanas em formas tangíveis, inicialmente destinadas ao armazenamento de grãos e líquidos.
Podemos afirmar que a cerâmica confundiu-se, neste sentido, com a própria história da civilização e com a qual podemos reconstruir hábitos, progresso, religião, cotidiano, entre outros, inclusive de povos desaparecidos.
Das mãos dos artífices, saíram cerâmicas encontradas em sítios arqueológicos na Grécia, Roma, Japão, China, África, Mesopotâmia, Pérsia e Índia, por exemplo. As mais antigas foram encontradas na Tchecoslováquia, datando de 25.500 aC. Também foram encontradas no Brasil, na região da floresta amazônica, principalmente na Ilha de Marajó, peças bem simples, datadas de cerca de cinco mil anos. Portanto, ao contrário do que afirmam, a tradição cerâmica brasileira não chegou com os portugueses ou na bagagem cultural dos escravos.
Finalmente, não existem limites para um artista criativo e inovador.
Por todos os motivos, eu amo a cerâmica!!!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Maiólica e o MASP

Maiólica ou majólica é o nome dado à faiança italiana do Renascimento, inspirada a princípio na tradição hispano-mourisca. O termo, provavelmente advindo da ilha de Maiorca no Mar Mediterrâneo, também designa as primitivas faiançaseuropéias executadas segundo a tradição italiana.



O MASP possui uma inusitada coleção de cerâmicas, conhecidas como maiólicas, provenientes de um colecionador europeu e grande estudioso do assunto, Al.Imbert. Ele adquiriu, acuradamente, a partir de sua permanência em Roma desde 1897, uma coleção estimada em mais de 520 peças.

Exposta em Paris em 1911, no Pavillon de Marsan da Union Centrale des Atrs Décoratifs essa coleção vem fragmentada em leilão da Sotheby's.Em 1951, o museu adquire 246 peças desta coleção da Galeria Matthiesen de Londres doadas por Francisco Pignatari. 

A coleção de maiólicas do MASP, provenientes da citada coleção Imbert, possui peças que vêm do período Arcaico, (século XIV) ao Storiato (século XVI-XVII) de diversos centros de produção, entre os quais, Florença, Siena, Cafaggiolo, Veneza, Faenza Urbino, Gubbio, Deruta, etc. 

É uma coleção científicamente muito importante, pela quantidade de peças assinadas, datadas ou marcadas com armas e brasões de importantes proprietários, como os Médicis, os Picolomini. etc.

O termo maiólica provem da ilha de Maiorca, no Mediterrâneo espanhol. Na Itália, as primeiras notícias dessas peças de origem árabe, provém da Sicília. 

A maiólica é uma cerâmica porosa e colorida, de revestimento transparente ou opaco decorado com reflexos metálicos. Seu verniz, à base de chumbo, suporta a alta temperatura do forno. 

A decoração é feita com esmaltes de estanho opalizando a peça. Ainda hoje, a produção de maiólica permanece quase inalterada. O torno e o forno são aliados às experientes mãos dos artesãos.


Fonte: Wikipedia e MASP

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Origem e etimologia: cerâmica

O termo (do grego keramos, "argila") refere-se à manufatura de objetos em barro, posteriormente cozidos. De acordo com o material utilizado e com a técnica empregada, classifica-se a cerâmica em terracota (peça de argila cozida no forno, sem ser vidrada, embora, às vezes, pintada), cerâmica vidrada (cuja modalidade mais conhecida é oazulejo), grés (cerâmica vidrada, às vezes pintada, feita de pasta de quartzo, feldspato, argila e areia) e faiança. Esta última designa louça fina obtida de pasta porosa cozida a altas temperaturas, envernizada ou revestida de esmalte sobre o qual pintam-se motivos decorativos. O termo descreve também um tipo de técnica de majólica com esmalte branco e decoração sóbria, desenvolvida na Itália, durante o Renascimento, na cidade de Faenza. A história da cerâmica acompanha a história das civilizações, desde a descoberta do fogo. A argila queimada é utilizada em todas as sociedades - das mais antigas às consideradas "primitivas", passando pelo Oriente e Ocidente - para a realização de objetos decorativos, utilitários e outros de fins rituais. Os estudiosos localizam as primeiras cerâmicas no século 5.000 a.C., na região de Anatólia (Ásia Menor), que passam a integrar, a partir daí, as mais diversas culturas, distantes no tempo e no espaço. Em cada uma delas, por sua vez, alcança diferentes segmentos sociais: das camadas mais pobres e inferiores na hierarquia social, aos estratos superiores. Na Grécia, entre 1.000 e 330 a.C., oleiros e decoradores, sempre homens, realizam peças de cerâmica, pintadas em geral com cenas de batalhas e de conquistas. A cerâmica chinesa, entre 550 e 480 a.C., liga-se à tradição religiosa, aos ritos e cultos. O viajante Marco Polo (1254 - 1354), chama a atenção para a beleza da porcelana chinesa, que se difunde na Europa através de Veneza, nos séculos XIV e XV. Não apenas objetos, mas também técnicas chinesas chegam ao Ocidente, que começa a fazer uso delas já no século XVI. Os procedimentos de feitura da porcelana chinesa chegam logo ao Japão, que auxilia também a difundi-los.
Diante desse quadro, parece difícil acompanhar a história da cerâmica, todas as suas modalidades técnicas e tipos de utilização. Se nos concentramos no Ocidente, vemos que aí também a cerâmica se faz presente nos objetos de uso doméstico, na arquitetura (datam dos séculos XV e XVI as primeiras tentativas ocidentais de emprego da cerâmica - escultórica e azulejos - na decoração e valorização da arquitetura exterior) e nas artes em geral, sobretudo nas chamadas artes aplicadas. Na segunda metade do século XIX, na Inglaterra, por exemplo, desenvolve-se uma "art pottery" (cerâmica artística), em torno de 1850, por meio de artistas reunidos no Arts and crafts, numa tentativa de reação à cerâmica industrial. Diversos ateliês são criados para viabilizar essa produção, entre os quais, o Art Pottery Studio (1871) e o Wedgwood, dirigido por Alfred (1865 - 1960) e Louise Powell (1882 - 1956). O Movimento das Artes e Ofícios, ao matizar as fronteiras entre arte e artesanato pela valorização dos ofícios e trabalhos manuais, lança as bases para o art nouveau europeu e norte-americano, estilo que inclui também significativa produção em cerâmica. As linhas sinuosas e assimétricas, as formas vegetais e os ornamentos florais se fazem presentes nos vasos, luminárias e objetos de Émile Gallé (1846 - 1904), um dos nomes mais conhecidos dessa escola, que se notabiliza pelo uso da cerâmica e do vidro. Os nomes de Thédore Dek (1823 - 1891), e seu ateliê de faianças, assim como o de Émile Müller, que dirige uma manufatura que produz grés, em Ivry, são outras referências importantes para a cerâmica art nouveau realizada na França. Não apenas na França, mas também na Áustria, integrantes da Secessão vienense, como o pintor Gustav Klimt (1862 - 1918), criam vasos e objetos de cerâmica de feição art nouveau.
Uma expressiva produção em cerâmica tem lugar nas artes decorativas dos anos de 1920, cujo marco é a Exposição Internacional de Artes Decorativas e Industriais Modernas, realizada em Paris, em 1925. O vocabulário art deco - termo que dá nome a esse estilo "anos 20", com suas linhas retas e formas geométricas a explorar motivos animais e formas femininas - se imprime na cerâmica produzida pela Companhia de Arte Francesa (1919), dirigida pelo arquiteto Louis Süe (1875 - 1968) e pelo designer André Mare (1885 - 1932). Para a Exposição de 1925, Süe e Mare criam um pavilhão que exibe objetos de decoração de interior, entre eles um enorme serviço de jantar em cerâmica. Aí também se fazem presentes relevos de cerâmica criados por Paul Véra (1882 - 1971). Uma cerâmica de inspiração art deco - especialmente objetos para interiores - sai do Ateliê Primavera, que se estabelece na famosa loja de departamentos francesa, Les Grands Magasins du Printemps. A Manufatura Nacional de Sévres, estabelecida no século XVIII, produz cerâmica de feitio art deco, recrutando artistas como Raoul Dufy (1877 - 1953) e Roberto Bonfils (1886 - 1971), entre outros, para decorar as peças. Ainda na França, nesse mesmo período entre guerras, a cidade de Limoges torna-se o centro mais importante de produção de porcelana, a ponto de o termo "limoges" se transformar em sinônimo de porcelana francesa em geral.
Na Alemanha, a cerâmica encontra abrigo na Bauhaus, por meio de diversos artistas como Theodor Bogler (1896 - 1968), Lucia Moholy (1894 - 1989), Marguerite Wildenhain (1896 - 1985) e Margarete Heymann-Marks (1899 - s.d.). As pesquisas formais e tendências construtivistas características da produção da escola criada por Walter Gropius (1883 - 1969) se apresentam em objetos de cerâmica de linhas retas e decoração sóbria, inspirada, do ponto de vista da decoração, no estilo desenvolvido por Piet Mondrian (1872 - 1944) e Theo van Doesburg (1883 - 1931): a pureza das linhas e o emprego de cores primárias. Na antiga Europa Oriental, mais precisamente na Tchecoslováquia, artistas e arquitetos da região da Bohemia - Vlastislav Hofman (1884 - 1964) e Pavel Janák (1882 - 1956) - produzem objetos utilitários em vidro e cerâmica que se particularizam por certo caráter monumental normalmente associado à arquitetura e à escultura. Fora de escolas, grupos e/ou movimentos, diferentes artistas experimentam a cerâmica, seja em objetos ou em esculturas, ou somente decorando peças realizadas por outros. Alexander Archipenko (1887 - 1964), por exemplo, realiza algumas esculturas em cerâmica (Walking Woman, 1937, peça em terracota), assim como Bruno Munari (1907 - 1998), artista ligado aofuturismo italiano; Pablo Picasso (1881 - 1973), por sua vez, produz pratos pintados em cerâmica; Vassily Kandinsky (1866 - 1944) decora porcelana, criando desenhos para a State Porcelain Factory, de Leningrado, Rússia.
No Brasil, além do farto uso do azulejo na arquitetura de diversas épocas, é possível localizar uma ampla e variada cerâmica produzida por diversas sociedades indígenas, além de uma cerâmica popular, que toma a forma de objetos para uso corrente (por exemplo, a cerâmica do Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais) e esculturas (os bonecos e cenas criados pelos artesãos e artistas da região nordeste, dos quais o mais célebre éMestre Vitalino (1909 - 1963)). No norte do país, em Belém, apropriações do estilo art nouveau se mesclam às representações da natureza e do homem amazônicos em uma cerâmica pintada com grafismos da arte marajoara, que se popularizam em peças decorativas de Theodoro Braga (1872 - 1953), por exemplo. Se uma série de artistas entre nós fez uso da cerâmica de forma esporádica, a cerâmica artística vem sendo realizada por um grupo que se define prioritariamente como ceramistas, entre os quais se encontramKimi Nii (1947)Norma Grinberg (1951)Ofra Grinfeder (1945) e Lygia Reinach (1933).

Fonte: Itaú Cultural

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Cerâmica na antiguidade

A cerâmica é muito antiga, sendo que peças de argila cozida foram encontradas em diversos sítios arqueológicos. No Japão, as peças de cerâmica mais antigas conhecidas por arqueólogos foram encontradas na área ocupada pela cultura Jomon, há cerca de 8 mil anos, talvez mais. 

Antes do final do período Neolítico (ou da Pedra polida), que compreendeu, aproximadamente, de 26 mil AC até por volta de 5 mil AC, a habilidade na manufatura de peças de cerâmica deixou o Japão e se espalhou pela Europa e Ásia, não existindo, entretanto, um consenso sobre como isto ocorreu.

    
Na China e no Egito, por exemplo, a utilização da cerâmica remonta a mais de 5 mil anos. Nas tumbas dos faraós do Antigo Egito, vários vasos de cerâmica continham vinho, óleos e perfumes para fins religiosos.  



Um dos grandes exemplos da antiga arte cerâmica chinesa está expressa pelos guerreiros de Xian. Lá os arqueólogos encontraram em 1974 o túmulo do imperador Chi-Huand-di, que nasceu por volta do ano 240 AC. Para decorá-lo, foi feita a réplica, em terracota, de um exército de soldados em tamanho natural. Terracota é o termo empregado para a argila modelada e cozida em forno.




Muitas culturas, desde seus primórdios, desenvolveram estilos próprios que, com o passar do tempo, consolidavam tendências e evoluíam no aprimoramento artístico. Estudiosos confirmam ser, realmente, a cerâmica a mais antiga das indústrias. Ela nasceu no momento em que o homem começou a utilizar o barro endurecido pelo fogo. Desse processo de endurecimento, obtido casualmente, multiplicou-se e evoluiu até os dias de hoje. 





Fonte: Anfacer
texto adaptado com fotos